Adolescente investigado por estupro coletivo em Copacabana se entrega à polícia; Menor é Apontado como Perpetrador e Mandante
Ministério Público passou a defender internação após surgimento de novas acusações
Um adolescente investigado por participação em um caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana se apresentou à polícia na tarde desta sexta-feira (6), na Delegacia de Polícia de Belford Roxo (54ª DP), na Baixada Fluminense. O menor era procurado desde quinta-feira (5), quando a Justiça autorizou mandado de busca e apreensão contra ele. Por se tratar de um adolescente, sua identidade não foi divulgada.
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o jovem é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro coletivo. Para o delegado Angelo Lages, da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, o adolescente seria o principal articulador de pelo menos dois episódios de abuso sexual envolvendo adolescentes na capital fluminense.
O primeiro caso investigado envolve uma jovem de 17 anos que relatou ter sido violentada após aceitar um convite do rapaz para sair, em 31 de janeiro. De acordo com o depoimento da vítima, ela chegou a um apartamento em Copacabana e encontrou amigos do adolescente no local. A jovem afirmou que consentiu em manter relação apenas com ele, mas acabou sendo abusada por outros rapazes presentes.
Uma segunda denúncia surgiu após a repercussão do caso. Outra adolescente, que tinha 14 anos à época, afirmou que também foi atraída pelo mesmo jovem para um apartamento, onde teria sido estuprada e agredida por pelo menos três homens. Segundo o relato, o crime teria sido filmado e posteriormente divulgado.
As investigações levaram à prisão de quatro suspeitos maiores de idade, que tiveram mandados expedidos pela Justiça. Eles se entregaram à polícia ao longo da semana e passaram a responder como réus por estupro coletivo e cárcere privado, após denúncia aceita pela Justiça.
Como um dos investigados é menor de 18 anos, o processo foi desmembrado, já que a legislação brasileira prevê tratamento jurídico distinto para adolescentes. Nesses casos, a conduta é enquadrada como ato infracional, e a medida equivalente à prisão é a internação socioeducativa.
Inicialmente, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro havia se manifestado contra a apreensão do adolescente, alegando que não havia elementos suficientes para justificar a internação provisória. Posteriormente, porém, o promotor Carlos Marcelo Messenberg reviu o entendimento e passou a apoiar a medida após o surgimento de novas denúncias.
O jovem é estudante afastado do Colégio Pedro II, uma das instituições de ensino mais tradicionais do estado. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do caso.

