Condenado por crimes como assassinato e canibalismo, Jorge Beltrão tem solicitação de prisão domiciliar negada
Caso dos “Canibais de Garanhuns” volta ao centro das atenções após novo pedido à Justiça
Um dos casos criminais mais perturbadores da história recente do Brasil voltou a repercutir após novos desdobramentos envolvendo Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, condenado por assassinatos brutais que causaram comoção nacional. Apontado como líder dos chamados “Canibais de Garanhuns”, ele cumpre pena em Pernambuco e teve recentemente negado um pedido de prisão domiciliar apresentado por sua defesa.
Jorge foi condenado a mais de 70 anos de prisão por matar mulheres, esquartejar os corpos e consumir partes das vítimas. À época das investigações, a polícia também apontou que parte da carne humana teria sido utilizada no preparo de salgados vendidos à população, fato que ampliou ainda mais a revolta e o impacto do caso em todo o país.
Atualmente detido no sistema prisional pernambucano, o condenado afirma ter passado por uma conversão religiosa e atuar como pastor evangélico dentro da unidade, participando de cultos e liderando atividades com outros internos. A defesa alegou problemas graves de saúde, incluindo cegueira irreversível causada por glaucoma, para justificar o pedido de prisão domiciliar.
Apesar dos argumentos apresentados, a Justiça rejeitou a solicitação sob o entendimento de que o preso já recebe acompanhamento médico adequado. Outro aspecto que segue chamando atenção são declarações anteriores do próprio detento, nas quais afirmou temer deixar a prisão e disse que poderia voltar a cometer crimes caso estivesse em liberdade. Revelado em 2012, em Garanhuns, o caso continua provocando discussões sobre justiça, saúde mental e limites da ressocialização no sistema penal brasileiro.

