Provas técnicas confirmam estupro coletivo em Copacabana
Polícia Civil aponta violência extrema e articulação entre defesas dos acusados
A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana com base em provas técnicas consideradas incontestáveis pelos investigadores. À imprensa, o delegado Angelo Lages afirmou que o estado físico da vítima ao chegar à delegacia foi decisivo para a caracterização do crime, diante de sangramentos e lesões visíveis que chegaram a causar choque na equipe policial.
De acordo com o delegado, a jovem foi alvo de agressões físicas e verbais durante o ataque, chegando à unidade policial ainda sangrando. O laudo do Instituto Médico-Legal confirmou hemorragias, escoriações nas partes íntimas e suspeita de fratura em uma costela, reforçando o relato de que a vítima sofreu chutes e socos, o que inviabilizou qualquer possibilidade de resistência.
Outro ponto central da investigação é a atuação coordenada das defesas dos acusados. Após a prisão de Mattheus Zoel Martins, de 19 anos, e a apresentação de João Gabriel Xavier Berthô, também de 19, a polícia identificou que os advogados dos investigados mantêm contato entre si. Segundo Lages, a defesa informou que os demais suspeitos devem se apresentar nas próximas horas.
A Polícia Civil sustenta a tese de estupro coletivo, apesar de a defesa de um dos acusados alegar consentimento. A vítima já realizou o reconhecimento formal e individualizou a conduta dos cinco envolvidos — quatro adultos e um adolescente —, reforçando a versão de que foi atraída para uma emboscada e submetida a uma “cena de terror” dentro do apartamento onde o crime ocorreu.

