EUA atacam posições iranianas para reabrir Estreito de Ormuz em meio à escalada militar
Ofensiva com bombas de alta penetração mira sistemas antimísseis do Irã e intensifica tensões no Oriente Médio
Em meio à crescente escalada do conflito no Oriente Médio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou ter realizado, na terça-feira (17), ataques com bombas de penetração profunda contra posições militares do Irã próximas ao Estreito de Ormuz. A operação tem como objetivo reabrir a estratégica rota marítima, bloqueada por Teerã desde o início das hostilidades com Estados Unidos e Israel, no fim de fevereiro.
Segundo o Centcom, foram utilizadas munições de aproximadamente 2.300 quilos contra baterias de mísseis antinavio instaladas ao longo da costa iraniana. De acordo com o comunicado, essas estruturas representavam uma ameaça direta à navegação internacional no estreito, por onde circula diariamente um volume superior a 14 milhões de barris de petróleo, tornando a região crucial para a economia global.
O bloqueio do Estreito de Ormuz é apontado como uma estratégia do Irã para pressionar a comunidade internacional a intervir e exigir o fim das ações militares conduzidas por Washington. A interrupção do fluxo marítimo tem gerado preocupação em mercados internacionais, devido ao potencial impacto nos preços da energia e no abastecimento global.
No cenário diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou inicialmente buscar apoio internacional para a reabertura da rota, mas recuou após a negativa de aliados da Otan em enviar tropas. Em declarações públicas, o líder norte-americano criticou a postura de países parceiros e afirmou que os EUA não dependem de auxílio externo para conduzir a operação na região.

