Hugo Motta declara apoio à reeleição de Lula durante agenda na Paraíba
Presidente da Câmara dos Deputados afirmou que aguardava o posicionamento nacional do Republicanos antes de tornar pública sua decisão
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), declarou nesta segunda-feira (10) apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição nas eleições deste ano. A manifestação ocorreu durante entrevista na Paraíba, onde o deputado participou da posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
Segundo Motta, a decisão foi tomada após o Republicanos definir posição de neutralidade na disputa presidencial. “Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”, afirmou. O deputado disse que aguardava o posicionamento da legenda para tornar pública sua escolha.
Motta explicou que a decisão nacional do Republicanos permite que dirigentes estaduais e integrantes da sigla apoiem candidatos à Presidência de acordo com suas posições políticas. “O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país”, declarou.
O Republicanos anunciou a neutralidade na corrida presidencial no dia 4 de agosto, durante convenção realizada em Brasília. De acordo com a direção nacional da legenda, a decisão foi tomada após a consulta às estruturas partidárias nos estados e levou em consideração as diferentes realidades políticas e alianças regionais construídas pelo partido.
Em nota divulgada na ocasião, o Republicanos afirmou que a posição de independência na disputa presidencial não significa ausência de princípios ou posicionamento político. A legenda declarou que a medida busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e manter a unidade partidária.
A decisão do Republicanos segue o mesmo posicionamento adotado pela federação União Progressistas, que também optou por não apoiar oficialmente nenhum dos candidatos à Presidência da República. Com a neutralidade nacional da legenda, integrantes do partido ficam livres para manifestar apoio individualmente durante a campanha eleitoral.
