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Nacional Paraíba

Paraíba registra menor taxa de estelionato do Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública

Estado teve cerca de 250 ocorrências por 100 mil habitantes, enquanto média nacional ultrapassou mil casos; furtos de celulares cresceram 51% em um ano

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 11/08/2026 18:36
Foto: TV TEM
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A Paraíba registrou a menor taxa de crimes de estelionato do Brasil entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23). O estado contabilizou aproximadamente 250 ocorrências para cada 100 mil habitantes, índice significativamente inferior à média nacional, de 1.059,43 casos por 100 mil habitantes no período analisado.

O levantamento considera tanto os golpes praticados de maneira tradicional quanto aqueles cometidos no ambiente digital. De acordo com o Código Penal Brasileiro, o estelionato ocorre quando uma pessoa é induzida ou mantida em erro com o objetivo de obter vantagem ilícita, provocando prejuízo à vítima. O anuário também destaca a relação entre esse tipo de crime e ocorrências envolvendo celulares, já que os aparelhos podem dar acesso a aplicativos bancários, redes sociais e informações pessoais.

Apesar do baixo índice de estelionato, a Paraíba registrou aumento de 51% nos furtos de celulares entre 2024 e 2025. O número passou de 3.174 para 4.799 ocorrências, enquanto a taxa subiu de 76 para 115 casos por 100 mil habitantes. O estado teve o segundo maior crescimento do indicador que reúne roubos e furtos de celulares, com alta de 21%, atrás apenas do Rio de Janeiro, que apresentou aumento de 22%.

Em sentido oposto, os roubos de celulares caíram 23,3% na Paraíba, passando de 2.082 ocorrências em 2024 para 1.598 em 2025. A taxa recuou de 50,2 para 38,4 casos por 100 mil habitantes. Somadas as duas modalidades, o estado contabilizou 6.397 ocorrências de roubos e furtos de celulares em 2025.

Em âmbito nacional, o Anuário aponta redução de 8% nos assassinatos, com 40.775 vítimas em 2025, e taxa de mortes violentas de 19,1 por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2012. Em contrapartida, os feminicídios atingiram recorde, enquanto indicadores como violência psicológica, stalking, descumprimento de medidas protetivas, abuso sexual infantil, bullying e cyberbullying apresentaram crescimento. O sistema prisional também registrou alta de 6%, chegando a 964 mil pessoas, e o estudo estima que o país poderá atingir a marca de 1 milhão de presos em 2027, caso a tendência seja mantida.

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