Paraíba registra menor taxa de estelionato do Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública
Estado teve cerca de 250 ocorrências por 100 mil habitantes, enquanto média nacional ultrapassou mil casos; furtos de celulares cresceram 51% em um ano
A Paraíba registrou a menor taxa de crimes de estelionato do Brasil entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23). O estado contabilizou aproximadamente 250 ocorrências para cada 100 mil habitantes, índice significativamente inferior à média nacional, de 1.059,43 casos por 100 mil habitantes no período analisado.
O levantamento considera tanto os golpes praticados de maneira tradicional quanto aqueles cometidos no ambiente digital. De acordo com o Código Penal Brasileiro, o estelionato ocorre quando uma pessoa é induzida ou mantida em erro com o objetivo de obter vantagem ilícita, provocando prejuízo à vítima. O anuário também destaca a relação entre esse tipo de crime e ocorrências envolvendo celulares, já que os aparelhos podem dar acesso a aplicativos bancários, redes sociais e informações pessoais.
Apesar do baixo índice de estelionato, a Paraíba registrou aumento de 51% nos furtos de celulares entre 2024 e 2025. O número passou de 3.174 para 4.799 ocorrências, enquanto a taxa subiu de 76 para 115 casos por 100 mil habitantes. O estado teve o segundo maior crescimento do indicador que reúne roubos e furtos de celulares, com alta de 21%, atrás apenas do Rio de Janeiro, que apresentou aumento de 22%.
Em sentido oposto, os roubos de celulares caíram 23,3% na Paraíba, passando de 2.082 ocorrências em 2024 para 1.598 em 2025. A taxa recuou de 50,2 para 38,4 casos por 100 mil habitantes. Somadas as duas modalidades, o estado contabilizou 6.397 ocorrências de roubos e furtos de celulares em 2025.
Em âmbito nacional, o Anuário aponta redução de 8% nos assassinatos, com 40.775 vítimas em 2025, e taxa de mortes violentas de 19,1 por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2012. Em contrapartida, os feminicídios atingiram recorde, enquanto indicadores como violência psicológica, stalking, descumprimento de medidas protetivas, abuso sexual infantil, bullying e cyberbullying apresentaram crescimento. O sistema prisional também registrou alta de 6%, chegando a 964 mil pessoas, e o estudo estima que o país poderá atingir a marca de 1 milhão de presos em 2027, caso a tendência seja mantida.
