Justiça converte prisões de delegado e dois policiais em preventivas por suposto desvio de drogas na Paraíba
Decisão também determina prisão preventiva de outras cinco pessoas investigadas em esquema que teria desviado e comercializado entorpecentes apreendidos em operações policiais
A Justiça da Paraíba converteu, nesta sexta-feira (31), as prisões temporárias de um delegado e dois agentes da Polícia Civil em prisões preventivas no âmbito de uma investigação sobre um suposto esquema de desvio e comercialização ilegal de drogas. A decisão foi proferida pela juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito Cordeiro, da 2ª Vara Regional das Garantias.
Foram convertidas em preventivas as prisões do delegado Braz Morroni e dos agentes Everton Aires e Eduardo Jorge. Conforme as investigações, os três são suspeitos de identificar locais utilizados por traficantes para armazenar entorpecentes, desviar parte das drogas durante operações policiais e, posteriormente, comercializar o material ilegalmente.
Na mesma decisão, a magistrada determinou a prisão preventiva de João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”, e José Alexandrino de Lira Júnior, o “Júnior Lira”. Os quatro também são investigados por suposta participação no esquema.
A juíza ainda converteu a prisão temporária domiciliar de Vanessa Dantas, apontada nas investigações como suposta “tesoureira” do esquema no Sertão da Paraíba, em prisão preventiva. No entanto, a medida foi mantida em caráter domiciliar, de modo que ela deverá permanecer presa na própria residência.
A decisão ocorre após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciar, na semana passada, Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.
Antes da denúncia apresentada pelo MPPB, os três policiais haviam sido indiciados pela Polícia Civil no âmbito da Operação Perfidus, que investiga o suposto esquema envolvendo o desvio de entorpecentes apreendidos durante ações policiais.
O caso aponta para uma possível utilização indevida da estrutura policial para a prática de crimes, segundo as investigações. A apuração busca esclarecer a participação individual dos investigados, a extensão do esquema e a destinação das drogas que teriam sido desviadas durante as operações.
O g1 informou ter procurado as defesas de Braz Morroni, Everton Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge, mas não recebeu resposta até a última atualização da reportagem. As defesas dos demais investigados não foram localizadas.
