Segunda, 15 de Junho de 2026
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Polícia Hospital Edson Ramalho

Laudo do IML aponta causa natural em morte de mulher levada sem vida ao Hospital Edson Ramalho

Exames descartam sinais de violência; vítima estava desaparecida havia mais de dez dias, segundo familiares

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 15/06/2026 04:28
Foto: Rizemberg Felipe / G1 Paraíba
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JOÃO PESSOA (PB) — O caso que inicialmente chamou atenção pelas circunstâncias da chegada de uma mulher sem vida ao Hospital General Edson Ramalho, em João Pessoa, teve novos desdobramentos após a conclusão dos exames periciais. O Instituto Médico-Legal (IML), vinculado ao Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), informou que a morte de Maria de Lourdes, de 42 anos, ocorreu por causas naturais e não apresentou indícios de violência.

Conforme nota divulgada pelo órgão, o exame de necropsia identificou como causa da morte um aneurisma dissecante de aorta roto — condição considerada de origem natural. O laudo também concluiu que não foram evidenciados sinais de agressão física, apesar dos hematomas observados inicialmente na região do rosto da vítima.

Maria de Lourdes deu entrada na unidade hospitalar já sem vida na noite da quinta-feira (4). Segundo informações do Hospital General Edson Ramalho, por volta das 21h um homem chegou ao local conduzindo a mulher, pediu auxílio aos maqueiros para levá-la ao interior da unidade e deixou o hospital logo em seguida. Durante a avaliação médica, foi constatado que ela não portava documentos e já estava em óbito.

De acordo com familiares, a mulher estava desaparecida desde o dia 24 de maio e um boletim de ocorrência havia sido registrado anteriormente. Ela residia no bairro Valentina de Figueiredo, em João Pessoa, e era mãe de quatro filhos. O reconhecimento da vítima foi realizado por um familiar, conforme informações divulgadas pela TV Cabo Branco.

Ainda segundo relatos da família, Maria de Lourdes vivia com um homem com quem mantinha um relacionamento, mas a identidade dele não foi divulgada. Os filhos estariam sob os cuidados do pai, ex-companheiro da vítima.

O corpo será liberado para velório e sepultamento somente após a conclusão da identificação necropapiloscópica. Paralelamente, a Polícia Civil segue acompanhando o caso e teve acesso às imagens do sistema interno de monitoramento do hospital, que registraram tanto a chegada da vítima quanto a saída do homem que a conduziu até a unidade. Até a última atualização do caso, o delegado responsável pela investigação não havia se pronunciado publicamente.

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