Wagner de Bebé retoma mandato na Câmara de Santa Rita após revogação de prisão
Vereador do PSD havia sido afastado desde agosto de 2025 e voltou às atividades legislativas após deixar a unidade prisional na última sexta-feira
O vereador Wagner Lucindo de Souza, conhecido como Wagner de Bebé (PSD), reassumiu o mandato na Câmara Municipal de Santa Rita nesta segunda-feira (3), após quase um ano afastado. O retorno ocorre poucos dias depois da revogação de sua prisão preventiva, relacionada a uma investigação de homicídio, e foi confirmado pelo presidente da Casa Legislativa, Epitácio Viturino.
Wagner de Bebé estava afastado desde agosto de 2025, quando foi preso sob suspeita de envolvimento em um homicídio. Na última sexta-feira (31), ele deixou o sistema prisional após a Justiça revogar a medida cautelar. Paralelamente, o parlamentar também respondia a um processo por uma tentativa de homicídio ocorrida em 2016, antes de assumir o cargo de vereador, mas foi absolvido pelo Tribunal do Júri em sessão realizada no dia 11 de junho deste ano.
No caso mais recente, Wagner foi preso em flagrante durante as investigações do homicídio de 2025. Entretanto, a perícia concluiu que as armas apreendidas com o parlamentar não possuíam relação com o crime investigado. Diante desse resultado, o Ministério Público ofereceu denúncia apenas pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, o que contribuiu para a revogação da prisão preventiva.
Em relação ao processo de 2016, a denúncia apontava que Wagner de Bebé, então com 31 anos, teria efetuado três disparos contra um jovem, que foi socorrido pela Polícia Militar. O vereador sempre negou a autoria da tentativa de homicídio, embora tenha sido reconhecido pela vítima durante a investigação. Após julgamento pelo Tribunal do Júri, ele foi absolvido da acusação.
Com a revogação da prisão referente ao processo de 2025 e a absolvição no caso de 2016, Wagner de Bebé voltou a exercer suas funções parlamentares na Câmara de Santa Rita. O retorno marca o encerramento do período de afastamento imposto em razão das medidas judiciais que recaíam sobre o vereador.
